Este é o meu quartinho de bagunça. Da embalagem vazia de Chokito ao último livro do Saramago que eu não terminei de ler, você encontrará aqui de tudo um pouco.

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

É carnaval. E daí?

Minha mãe me ligou há pouco perguntando se eu queria ir com ela e meu pai pra Salvador. "Claro", respondi mecanicamente. Dias atrás, a mesma pergunta teria me dado uma taquicardia e uma síncope de felicidade histérica. Minutos depois, ela liga dizendo que desistiram. "OK", disse eu. Dias atrás, a frustração de ter perdido uma viagem para Salvador teria me dado uma parada cardíaca e uma convulsão.

Estou anestesiada.

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Mion, meu amigo que se deixa levar pela vida, sumiu dias antes do carnaval. "Furou o esquema de Buzios", deduzi. Hoje ele reapareceu feliz da vida, a caminho de Buzios, me passando o endereço da casa. "Se eu for, você vai cuidar de mim?", perguntei chorosa. Ele disse que na casa teria mais 35 pra ajudá-lo nesta árdua tarefa. Achei bacana, mas sei que bastaria um cara de 193cm que vale por 35 pra dar conta do recado.

Estou carente.

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Hoje, no trabalho, me deram uma sprayzada daquela espuma inflamável que vem gradualmente tomando o lugar do confete e da serpentina no carnaval carioca. Concluí que há certas coisas que eu não tolero mais no carnaval, como espuma inflamável no meu cabelo e homem ultra bêbado vestido de mulher, se fazendo de piranha.

Estou rabugenta.

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