Este é o meu quartinho de bagunça. Da embalagem vazia de Chokito ao último livro do Saramago que eu não terminei de ler, você encontrará aqui de tudo um pouco.

segunda-feira, setembro 28, 2009

Festival

Não me lembro quando fui ao Festival [de cinema] do Rio pela primeira vez, mas eu lembro que fiquei tão enlouquecida que consegui emplacar, heroicamente, uma média de 4 sessões por dia por uma semana ao custo de ter arrancado todos os pentelhos do meu corpo no desespero de chegar às salas lotadas, em cantos opostos da cidade, a tempo de pegar cada sessão antes do primeiro ponto de virada. Ufa!

Um breve parêntese sobre heroísmo

Na semana passada, ouvi de um médico da Fiocruz (que defendia a investigação clínica detalhada e o fechamento do diagnóstico antes da prescrição de qualquer droga nefro&cárdio tóxica usada contra a leishmaniose cutânea) uma frase brilhante sobre culhodice (a arte de ter culhões): "A linha que separa o heroísmo da imprudência é o êxito".

(fecha parêntese)

Ou seja: quando o ser humano compra ingressos para 4 sessões no mesmo dia, e todas elas ocorrem no horário, o trânsito da cidade flui como seda, nenhuma desgraça acontece e o bilhetes não se perdem no caminho, parabéns, você é um herói: conseguiu cumprir sua agenda de cinéfilo maluco.

Agora... se o bilhete do cinema fica no bolso da outra calça, se uma carreta vira na Praia de Botafogo, se o metrô pega fogo ou se o filme ainda não chegou do raio que o parta de onde veio - ou pior, se não vieram as legendas justamente daquele filme iraniano que você quase desistiu de ver, mas foi mais forte que seu preconceito contra tudo que vem do Oriente Médio e se fudeu novamente - bem feito pra você, que foi imprudente.

Por isso é que eu, que sou cinéfila, mas sou madura, só me arrisquei a comprar ingressos pra, no máximo, duas sessões por dia. E já tá de bom tamanho. Afinal, ninguém come tanta pipoca.

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