Este é o meu quartinho de bagunça. Da embalagem vazia de Chokito ao último livro do Saramago que eu não terminei de ler, você encontrará aqui de tudo um pouco.

terça-feira, janeiro 31, 2006

A mulher de 33 e o alcoolismo (ou "A mulher de 33 e o gravador digital")


Depressão é o cacete! Nódulo nas cordas vocais é o escambau! Hoje eu acordei achando que ia descer ladeira abaixo na minha montanha russa emocional (ah, a ciclotimia!), dormi à tarde (coisa que eu só faço quando estou no fundo do poço da poça do poço) e, de repente, acordei dando uma banana pra tudo isso. Marquei de tomar umas tequilas com a minha chefe à noite e, 2 shots later, eu estava ótima.

Podem me fuzilar, mas de modo geral eu fico bem mais feliz quando bebo! O problema é beber (destilado) demais, que aí eu posso ter amnésia etílica. Já tive 3 episódios constrangedores. Chatão a amiga dizer no dia seguinte que adorou quando eu mandei não sei quem tomar naquele lugar, e eu não sei do quê a maluca está falando. Sendo que a maluca, aquela que faz a doida e esquece, sou eu.

Mas hoje eu tive um insight entre uma frozen marguerita e outra: vou passar a andar com um gravador digital no bolso. E vou começar a narrar minhas peripécias a partir da segunda dose: "Agora eu vou pra pista de dança. Carinha de barba mal feita tipo interessante às nove horas. Caraca, tenta não ficar empolgada demais, mas está tocando 'It's raining men'. Agora você dança de olhos bem fechados que nem uma chacrete alucinada e e finge que não está chovendo homem porra nenhuma". E por aí vai. Os agentes do FBI já usam wireless technology há séculos, então por que não eu? Vou gravar tudinho pra não esquecer de mais nada do dia seguinte.


O ser humano tem que ser adaptável. Não dá pra beber e dirigir: vende-se o carro. Não dá pra beber e esquecer: usa-se um gravador digital embutido no broche. Hoje em dia não dá mais pra se dispensar a memória em chip.

E assim a vida segue linda, apesar dos nódulos nas cordas vocais.