Este é o meu quartinho de bagunça. Da embalagem vazia de Chokito ao último livro do Saramago que eu não terminei de ler, você encontrará aqui de tudo um pouco.

sábado, fevereiro 14, 2009

Meu post anual de Valentine's Day


A coisa tá feia: antes era semanal, agora entrei no padrão anual.

É quase certo que eu esteja exagerando, afinal Valentine's Day é só uma vez por ano mesmo, embora o dia dos namorados, o dia pra valer, seja somente em 12 de junho. O Brasil pode ser mil coisas estranhas e ter mil políticos que constroem castelos cafonérrimos sem declarar nadinha à Receita, mas pelo menos não é maria-vai-com as outras nessa coisa do dia dos namorados. É muita pressão ser diferente, mas a gente aguenta!

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Pois Valentine's Day só teria sentido de verdade pra mim se eu estivesse ainda namorando um americano, mas não estou. Aí eu fico na dúvida: mando cartão pra ele mesmo assim ou vai parecer estranho?

Já recebi valentines de amigos, de ex-namorados, de amigas e até da minha tia, e taí uma coisa que eu realmente não entendo sobre esse povo que celebra o dia dos namorados fora de época (quase uma micareta romântico-sentimentalóide): ser o valentino de alguém significa exatamente o quê? Significa que você quer bem àquela pessoa, que "tamo junto" e temos afinidades ou que trocamos saliva, pra dizer o mínimo, e sentimos o coração bater dobrado na presença do destinatário (do cartão, do afeto)? Isso sempre me deixou confusa. Nunca entendi Valentine's Day, nem nunca vou entender porque se vende quase tantos cartões nessa data quanto no Natal, que é o dia mais importante do ano no planeta onde vivo e é um dia para todos, e não só para um limitado grupo de pessoas com sentimentos românticos por alguém.

Na dúvida, eu pecarei pelo excesso. Até porque uma das minhas resoluções de ano novo é exagerar em tudo relacionado ao afeto, exceto comida, e por isto eu aproveito este post de Valentine's para mandar alguns recadinhos do coração:

  1. A vida é uma só. (este recado, eternizado pelo Poeta, não carece de desenvolvimento);
  2. O amor quase nunca respeita equações matemáticas e ignora veemente o dilema de ligar ou não no dia seguinte;
  3. O amor é bicho solto. Se prender, morre. E não tem Dr. House ou super-vet que salve.
  4. Amar um monte de gente é modus operandi. Amar uma pessoa só é uma puta sorte (se você tem essa sorte, meu amigo, saia à rua, bata no peito e grite: ganhei na mega sena!!!)
  5. Eu sei que não é a mesma coisa, mas ter amigos como vocês (a essa altura do campeonato, eu não acredito que alguém que não seja meu amigo ainda leia este blog) me dá essa sensação de sorte que só os enamorados correspondidos têm, e por isso eu dedico este valentine a todos os meus ex-namorados e amigos queridos, com quem vivi momentos esplêndidos o suficiente para justificar o espaço que ocupo na Terra, o ar que respiro, enfim, minha existência.
Ah, tá. Agora acho que entendi esse tal de Valentine's Day.

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