Este é o meu quartinho de bagunça. Da embalagem vazia de Chokito ao último livro do Saramago que eu não terminei de ler, você encontrará aqui de tudo um pouco.

sexta-feira, julho 03, 2009

Pra não dizer que não falei de nomes

Minha querida amiga Walkiria, Balqui para seus íntimos argentinos, está nas últimas 3 semanas de gestação e ainda não conseguiu convencer seu confuso marido a aceitar o nome que ela já escolheu muito bem pro bebê que será meu afilhado. Isso muito me aflige porque o nome provisório da criaturinha é Fuefin, uma corruptela portunholesca de "fofinho"; e como ela e o pai do bebê são astrônomos (não confundir com astrólogos), e todo mundo sabe que os astrônomos são pessoas esquisitas (OK, esquisitas não, diferentes, raras, etc), temo sinceramente que eles batizem o Fuefin de, ora, Fuefin. Seria ou não seria o fim?

Só para que fique registrado, a Wal, de primeira, escolheu Pedro, que é nome pétreo, de gente de caráter sólido, mas o pai - sempre os homens, mein gott! - ficou na dúvida entre Pedro e... o céu é o limite. E astrônomo entende de infinitude! Então eu redigi um apelo aos pais para que decidam definitivamente o nome, que eu não aguento mais essa tortura e preciso do nome pra criar em cima (não posso dizer porque é surpresa), e gostaria que vocês me ajudassem, via caixa de comentários, a reunir novos argumentos contundentes para que eles encerrem o enigma do nome antes que o bebê nasça.

E só pra que fique registrado, vamos torcer pra que Fuefin nasça no dia do meu aniversário, 20 de julho, que afinal é um dia feliz, um dia animado e um dia maroto.

Carta aos pais do Fuefin:

VOCÊS ENTENDEM DE FÍSICA E MATEMÁTICA, MINHA GENTE, ENTÃO QUAL É A DIFICULDADE DE ESCOLHER UMA DENTRE TRÊS OPÇÕES CLÁSSICAS DE NOMES QUE VOCÊS JÁ ACEITARAM TÃO BEM? (A SABER: PEDRO, GABRIEL, IVAN)

Por mais que a gente ame, Fuefin não é nome que sobreviva a uma pelada na rua ou ao primeiro dia de ano letivo na escola nova, estou logo avisando. E estou avisando com conhecimento de causa, porque morei em Brasília numa época em que só tinha gente esquisita o bastante pra aceitar o suborno do governo pra ir morar no cerrado, e essa gente foi em massa com os nomes mais esquisitos do mundo, cheios de Y e Z e W, nomes duplos, nomes triplos, nomes criativos e nomes drásticos, como Zilnemara Rosicleyde e Emmerson Carlson. E mesmo em Brasília, onde os nomes escrotos eram respeitados (porque todo mundo tinha um nome escroto na família, eu mesma tenho um irmão chamado Ilton Hemetério), os apelidos acabavam ocupando todas as frestas existenciais da pobre criatura de nome complicado, perpetuando assim sua sina de pessoa complicada, complexada, corrupta e até incendiadora de índios. Quem ficou em Brasília de 82 pra cá sabe bem do que eu estou falando.

Ou seja: eu, que sou madrinha, vou amar Fuefin de qualquer maneira, mas Fuefin não amará o mundo se vocês não escolherem logo um nomezinho bacana pra ele. E o que falta pra isso? Nada. É só atribuir valores ou letras a Gabriel, Ivan e Pedro, escrever cada valor ou letra num pedacinho de papel, jogar num saco, sacudir e, pimba, pescar um. O problema estará resolvido.

E se meus argumentos não forem fortes o bastante, então eu talvez deva confessar que só não comprei minha passagem pra Argentina ainda, não pela gripe A, não pelo fracasso da seleção de Maradona, mas sim pela indefensável falta de um nome adequado pra esse bebezinho lindo e comprido que ainda atende pela esquisita alcunha de Fuefin. Eu até confessaria que o motivo é este, mas prefiro não correr o risco de soar como uma chantagista emocional clássica (embora seja bem verdade que a meia de Buenos Aires foi cancelada). Espero tê-los (im)pressionado.

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