Este é o meu quartinho de bagunça. Da embalagem vazia de Chokito ao último livro do Saramago que eu não terminei de ler, você encontrará aqui de tudo um pouco.

quarta-feira, setembro 17, 2008

MammaMania, here I go again!

Quando eu estava em NYC e os cartazes de Mamma Mia, o musical da Broadway, pulavam em cima de mim a cada 100 metros, eu perguntava pra quem estivesse ao meu lado (e geralmente era o Ken):
- E aí, vamos?
- Hum, acho que não... I'm not a big Abba fan.

Depois de ter ouvido essa frase mais de cinquenta vezes e de pessoas diferentes, comecei a achar que isso era algum código nova-iorquino secreto para a criatura se provar um "local", um nova-iorquino da gema. Apesar de tantos baldes de gelo, minha auto-estima falou mais forte, deixei rolar um barraco interno - sou cafona, merrrrrmo, e daí?!? vai encarar? ó que eu te depeno, heim, seu superergo maldito! - e acabei indo ao teatro conferir a peça que eu queria ver desde 2001. Saí de lá super feliz, apesar da visão parcial que tive do palco. Achei que tinha esgotado meu Abba-fanatismo e suspirei semi-aliviada - afinal, o superego me povoa, e ele prefere que eu escute coisas menos caffy, por assim dizer.

Aí chego ao Rio e o que encontro? Propagandas de Mamma Mia, o filme, pulando em cima de mim a cada instante.

Um parêntese aqui para uma confissão super embaraçosa: eu sou uma das pessoas mais suscetíveis à propaganda que eu conheço. Se eu não gosto de ver televisão, não é porque tenho outros gostos e prioridades, mas sim porque sou perigosa diante daqueles anúncios de produtos Tabajara que, se a gente ligar agora pra comprar, ainda leva uma lixa de unha e um tubo de pasta de dente usado, tudo super supérfluo e parcelável em 12 vezes sem juros.

Então, acabei parando numa sala de cinema para ver Mamma Mia, o filme, nove dias depois de ter visto a peça. Simplesmente amei ver a Meryl Streep, maravilhosa, defendendo a mãe da noiva com unhas e dentes; adorei as alterações que foram feitas nas letras para que elas se encaixassem na trama, como em Chiquitita, onde em vez de "there is no hope for tomorrow", as amigas cantam "and the wedding is tomorrow" (e o casamento é amanhã). Eu me emocionei, tinha convulsões de riso na cadeira e, quando eu voltava ao modo de respiração não-arfante, percebia que ninguém em volta estava se divertindo tanto quanto eu. Eu ficava sem graça, claro, mas não tenho nada contra ser a pessoa que mais se diverte em uma situação. Aparentemente, tenho um talento natural para isso. Deve ser esse excesso de mammamialina que corre em minhas mammamianas veias.

Eu tenho razões para imaginar que não seja muito lisongeiro curtir ou conhecer Abba mais profundamente que o resto das pessoas, sobretudo se todas elas têm esse músculo facial da esnobada que os novaiorquinos hipertrofiam diariamente, mas resolvi assumir minha fase MammaManíaca e decidi que:

  1. No carnaval, vou me fantasiar de Abba;
  2. Vou comprar o DVD do filme assim que sair no Brasil (ou talvez um ano depois, quando as Americanas já o estiverem vendendo por apenas dez reais);
  3. Vou aprender as coreografias e passarei a ser o terror dos casamentos na cidade do Rio de Janeiro. As pistas da Vila Riso e quetais ficarão pequenas demais para meus babados, plataformas e evoluções Abbísticas. Estrearei neste sábado mesmo a minha nova identidade como party-girl: a garota Abba. No bom sentido, claro, que Abba se grafa com dois bês, por favor!


Modelitos Abba para o carnaval. Agora é só uma questão de adaptar essas mangas bufantes pro nosso verão tropical.

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