Este é o meu quartinho de bagunça. Da embalagem vazia de Chokito ao último livro do Saramago que eu não terminei de ler, você encontrará aqui de tudo um pouco.

quinta-feira, agosto 14, 2008

Enfim, férias.

Acabo de ter um insight. Depois de ter passado mais de 12 horas entre um aeroporto e outro; de ter mudado de fuso; e de ter feito e desfeito malas, percebi que não é preciso estar a milhares de quilômetros de casa para sentir as férias circulando pelas veias. Para estar de férias, basta desligar a porra do celular. Vou tirar férias todo sábado e domingo daqui pra frente.

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Estou em Nova York, a cidade-férias mais improvável do mundo, pois é a cidade que nunca dorme, onde um estouro de boiada parece piada infantilperto duma reles saída do metrô na Lexington. Só pode ser por isso que as pessoas daqui avaliam, reparam e valorizam tanto o que se calça: o calçado incorreto pode custar ao incauto contribuinte um dedo do pé ou dois, porque o poder também é coisa que se mede pelo pisoteio. Rasteirinha no verão é super bacana e coisa e tal, mas dependendo da estação do metrô e da hora, melhor usar boot com solado navalho-perfurante no metrô novaiorquino. Acreditem se quiser, isso explica muita coisa, até mesmo a fantasia americana de que pessoas podem carregar explosivos no sapato. Sapato aqui é arma séria.

Aliás, nunca vi tanta galocha maluca. Dá até vontade de usar. Vai ver que é assim que funciona a sociedade consumista, vá saber! (xiii, estou tentando convencer meu cérebro de que eu não sou consumista; se eu conseguir me enganar, talvez saia financeiramente viva desta aventura americana)


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Uma coincidência super querida: a blogueira Carrie, a Estranha, também está em NYC, mas por um motivo mais nobre que ter legitimidade pra desligar o celular: um doutorado sandubiche. E como se não bastasse termos vindo quase no mesmo horário, descobri que ela ficará a poucas quadras da casa do Ken, onde estou hospedada em Astoria. Nas próximas 3 semanas, a gente há de tramar alguma coisa together pra tornar os ianques ainda mais paranóicos e xenofóbicos. De Astoria, distinto distrito greco-brasileiro, tudo que posso dizer por ora é foda-se, Mc Donald's: descobri a salada grega e a feirinha orgânica da Union Square.

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