Este é o meu quartinho de bagunça. Da embalagem vazia de Chokito ao último livro do Saramago que eu não terminei de ler, você encontrará aqui de tudo um pouco.

sexta-feira, abril 10, 2009

O pisco sour, definitivamente, é peruano!

Como diz o ditado, no Peru, como os peruanos. O pisco sour do Chile nao é nada mau, mas a cerveja é bem ruim, de forma que fiz umas contas e decidi que o pisco, o pisco sour, o piscopolitan e tudo que deriva do pisco deve ser creditado ao Peru. Coitaditos dos peruanitos, poxa! Os espanhóis foram maus pra caceta com eles, saquearam, mataram e tocaram o terror geral, os hermanos daqui sofrem preconceito e passam perrengues aduaneiros horrendos até pra fazer turismo no Chile (rola uma má vontade), sao super simpáticos, gentis, humildes e amigáveis, de forma que eu acho apenas justo que o pisco seja deles. O pisco é peruano e ñao se fala mais nisso. (estou experimentando este teclado, mas acho que aqui ñao rola til puro, til sobre A, cedilha e outras coisas que a reforma ortográfica ainda ñao baniu)
Sem contar que o pisco sour daqui é cinco soles mais barato e dez vezes melhor que o chileno. Mil vivas e mil desculpas ao Chile, mas a cerveja peruana cusqueña e a comida daqui sao bem melhores. Os quechuas sabem dar de comer e beber.
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Tou experimentando o teclado. Encontrei o asterisco! Como os arqueólogos, estou descobrindo muitas coisas no Peru. O Peru é incrível. Tem até asterisco, e nem precisava (com tantas coisas genuinamente interessantes que abundam por aqui).
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Acabo de ser assaltada numa lavanderia em Cusco. Paguei metade pela mesma quantidade de roupas em Lima, mas estou tao cansada de bater perna MachuPicchu acima, MachuPicchu abaixo, nos incontáveis sítios arqueológicos de Cusco, subindo e descendo ladeira com mochilao de 70 litros, chovendo pra caceta no meu poncho de plástico (hahaha, claro que eu comprei um, e lilás), que realmente ñ tive enerRRRia pra barganhar com a mocinha da lavanderia ao lado (sabe do lado, lado mesmo?) do hostal. Estou num hostal em San Blas, um bairro ao qual minha musa Amaral tinha se referido como sendo uma espécie de Santa Teresa daqui, e estou realmente tao feliz que fui assaltada na lavanderia com uma certa alegria. Coitaditos dos peruanitos, foram tao saqueados pelos espanhóis, deixa eles me saquearem um pouquinho também. Más adelante eu barganho por conta. E eu sou boa nisso, estou impressionada. Barganho até mesmo quando o preco está impresso na embalagem. Buscar o melhor preco virou um vício, nem é mais questao de sobrevivencia.
Tenho certeza de que tem circunflexo aqui, mas deixa pra lá. Se eu encontrar o asterisco de novo, vale, está muy bien.
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Desde que comecaram minhas férias, coloquei meu relógio de corrida no pulso e só tiro pra dormir. Ainda ñao sei se porque saber a hora no Rio de Janeiro me conforta (porque as trocas de fuso sao mucho locas) ou se porque tenho medo de perder a hora pra todos os compromissos de férias, que sempre comecam cedo. Pra MacchuPichu, galera, a alvorada foi aas quatro e meia da manha. Nada que eu ñao faca sorrindo, mas caramba! Depois de dez dias nessa correria, já comeco a sonhar com meu pós-férias. Mas eu aguento.
Por falar em correr, estou sem correr desde segunda. Corri na Ilha de Páscoa com os moais dum lado e os cachorros do outro, tudo lindo de morrer, mas aqui é meio foda se atrever a correr. Nao fiquei mal com a altitude, mas pressinto que expor meu coracao a uma corridinha aqui seria a morte. Subir tres lances de escada com uma mochila de 14kg já quase me mata, de forma que eu simplesmente confiar na minha intuicao e interromper meu treino pra meia de junho por uns dias. A trilha de duas horas que fiz em MacchuPichu deve contar como atividade física. As noitadas dancantes em boates locais devem ajudar. E as 10 horas de caminhadas diárias subindo e descendo ruínas também.
Os quechuas nao eram só excelente agronomos, astronomos, engenheiros e estrategistas militares, eles eram também muito sarados! Vai ser sarado assim lá em Rapa Nui! Pra subir e descer o que eles subiam e desciam, tome canela, coxa e bunda! E alguns llamas, que em terra de sobe e desce, quem tem llama nao carrega mochila de 14kg.
Amanha eu e meu portunhol safado iremos aa Puno e Titicaca. Parando e andando pelo caminho, claro. Minha guia peruana, a Gladys, é uma maezona. Nao tenho nenhuma preocupacao logistica. Ela manda, eu obedeco. Ela diz que eu horas eu tenho que acordar e eu acordo. Ela vem, me busca e o dia só termina 10 horas depois. Aas vezes eu acho que vou dizer pra ela menos, Gladys, menos, mas é tudo tao legal que eu digo, adelante, Gladys, adelante. Quem vem ao Peru sem a Gladys perde. Depois eu passo os contatos.
beijos saudosos ma non troppo. Tá bom para carajo aqui. Hasta luego, amigos. Hasta pronto, hasta la vista! Ah, e caso vcs estejam se perguntando, fotos, só do Brasil. Minha camera é uma sony, e sony é muito pouco sociável com adaptadores genéricos de lan houses. E é claro que eu nao trouxe o meu. Viver peligrosamente és meu lema. E do meu portunhol safadao, cretino, canastrao.

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