Este é o meu quartinho de bagunça. Da embalagem vazia de Chokito ao último livro do Saramago que eu não terminei de ler, você encontrará aqui de tudo um pouco.

sábado, março 14, 2009

Trovadores

Estou com a sensação de ter encontrado um tesouro: acabo de resgatar pela internet um poeminha que li há cerca de 22 anos, em sala de aula. Minha professora de literatura preferida me pediu pra ler os versinhos, em inglês, para ilustrar para a classe a musicalidade dos trovadores medievais. Eu li em voz alta e achei tão bonito que fiquei enlevada. Um colega de classe me cutucou discretamente e perguntou: "Mas e aí, o que significa?". Eu, com meu parco vocabulário de inglês daquela época, também não tinha entendido quase nada, mas fiquei enlevada assim mesmo. Foi aí que eu descobri que as palavras são mágicas, e que elas operam milagres mesmo quando não fazem sentido algum. Os trovadores eram os alquimistas da palavra, e a palavra é um remédio fantástico que passa das orelhas direto pro coração.

Por isso é tão importante ter cuidado com o emprego das palavras: se forem mal administradas, em vez de remédio, se tornam veneno. E acabam azedando a alma de quem insiste em não saber usá-las.

Eis o poeminha, com direito a aula de literatura e tudo (obrigada, Gúgol!).


Alba (Erza Pound)


When the nightingale to his mate
Sings day-long and night late
My love and I keep state
In bower,
In flower,
'Till the watchman on the tower
Cry:
'Up! Thou rascal, Rise,
I see the white
Light
And the night
Flies.'

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