sábado, dezembro 31, 2005
Uma elegia desesperada para encerrar 2005.
Por favor, segurem minha mão e me ajudem a rezar:
Elegia Desesperada
Vinicius de Moraes, 1938
"[...]
Meu senhor, tende piedade dos que andam de bonde
E sonham no longo percurso com automóveis, apartamentos...
Mas tende piedade também dos que andam de automóvel
Quando enfrentam a cidade movediça de sonâmbulos, na direção.
[...]
Tende infinita piedade dos vendedores de passarinhos
Que em suas alminhas claras deixam a lágrima e a incompreensão
E tende piedade também, menor embora, dos vendedores de balcão
Que amam as freguesas e saem de noite, quem sabe aonde vão...
[...]
Tende piedade dos homens úteis como os dentistas
Que sofrem de utilidade e vivem para fazer sofrer
Mas tende mais piedade dos veterinários e práticos de farmácia
Que muito eles gostariam de ser médicos, Senhor.
[...]
E no longo capítulo das mulheres, Senhor, tende piedade das mulheres
Castigai minha alma, mas tende piedade das mulheres
Enlouquecei meu espírito, mas tende piedade das mulheres
Ulcerai minha carne, mas tende piedade das mulheres!
[...]
Tende piedade da moça feia que serve na vida
De casa, comida e roupa lavada da moça bonita
Mas tende mais piedade ainda da moça bonita
Que o homem molesta – que o homem não presta, não presta, meu Deus!
[...]
Tende piedade da mulher no primeiro coito
Onde se cria a primeira alegria da Criação
E onde se consuma a tragédia dos anjos
E onde a morte encontra a vida em desintegração.
Tende piedade da mulher no instante do parto
Onde ela é como a água explodindo em convulsão
Onde ela é como a terra vomitando cólera
Onde ela é como a lua parindo desilusão.
Tende piedade das mulheres chamadas desquitadas
Porque nelas se refaz misteriosamente a virgindade
Mas tende piedade também das mulheres casadas
Que se sacrificam e se simplificam a troco de nada.
Tende piedade, Senhor, das mulheres chamadas vagabundas
Que são desgraçadas e são exploradas e são infecundas
Mas que vendem barato muito instante de esquecimento
E em paga o homem mata com a navalha, com o fogo, com o veneno.
Tende piedade, Senhor, de todas as mulheres
Que ninguém mais merece tanto amor e amizade
Que ninguém mais deseja tanto poesia e sinceridade
Que ninguém mais precisa tanto de alegria e serenidade.
Tende infinita piedade delas, Senhor, que são puras
Que são crianças e são trágicas e são belas
Que caminham ao sopro dos ventos e que pecam
E que têm a única emoção da vida nelas.
Tende piedade delas, Senhor, que uma me disse
Ter piedade de si mesma e de sua louca mocidade
E outra, à simples emoção do amor piedoso
Delirava e se desfazia em gozos de amor de carne.
Tende piedade delas, Senhor, que dentro delas
A vida fere mais fundo e mais fecundo
E o sexo está nelas, e o mundo está nelas
E a loucura reside nesse mundo.
[...]"
sexta-feira, dezembro 30, 2005
... e pra fechar o balanço, Carly Simon!
Nobody Does it Better (Carly Simon)
Nobody does it better
Makes me feel sad for the rest
Nobody does it half as good as you
Baby you're the best.
I wasn't lookin'
But somehow you found me
I tried to hide from your love light
But like heaven above me
The spy who loved me
Is keepin' all me secrets safe to night
And nobody does it better
Though sometimes I wish someone could
Nobody does it quite the way you do
Why'd you have to be so good.
The way that you hold me
Whenever you hold me
There's some kind of magic inside you
That keeps me from runnin'
But just keep it comin'
How'd you learn to do the things you do
And nobody does it better
Makes me feel sad for the rest
Nobody does it half as good as you
Baby, baby, darlin' you're the best
Baby you're the best
Balanço afetivo de 2005
O ano começou mal, com uma crise conjugal que culminou me deixando solteira depois de 3 anos, completamente devastada e offline por meses. Pra falar a verdade, passei dois terços de 2005 sofrendo horrores e consumindo toda a sorte de antidepressivo e veneno antimonotonia que se possa conceber para o alívio da dor de corno. Só parou de doer depois que eu passei a freqüentar pessoalmente os amigos que a Cora Rónai me proporcionou conhecer (a começar por ela própria), o que me abriu o portal para uma nova dimensão, onde solidão e desamparo são meros conceitos teóricos sem qualquer comprovação científica.
Achei tão legal isso de curtir os amigos que me lembrei de voltar a freqüentar aqueles que não via há séculos, como os de infância e os da faculdade. Com alguns dos amigos antigos, fui a uma Paris imaginária e fiz planos de escrever peças e livros; visitei a Chapada dos Veadeiros; freqüentei micaretas; consultei tarólogos; fiz pactos de amor eterno; e bebi. Muito. Mas muito, muito, muito mesmo. Não tanto a ponto de precisar de um transplante de fígado, mas o bastante pra eu começar a me preocupar seriamente com isso. Em 2005, eu finalmente entendi o que Vinicius de Moraes quis dizer com “O whisky é o melhor amigo do homem.”; o whisky, a vodka, o sakê, tudo isso com ou sem Red Bull, com ou sem morango ou kiwi, e o vinho. Ah, o vinho! Como o vinho modula o caráter e torna o ser humano apto à sinceridade extrema!...
E aí, quando eu percebi que estava sem tempo até para sofrer, resolvi partir em busca de um novo amor. Uma querida amiga me sugeriu o http://www.parperfeito.com.br/, e eu me mandei pra lá, de onde saquei figurinhas brilhantes, algumas das quais incorporei - sem maiores pudores - ao meu círculo de amizades. Nesse processo de busca, tive a chance de exercitar meu pobre coraçãozinho enferrujado de tanto chorar por quem não me queria; me apaixonei e me desapaixonei à velocidade da luz por alguns pares perfeitos; had a good-short time com outros; e percebi, depois de um certo tempo, que tinha atirado no que vi e acertado o que não vi: na busca de um grande amor, acabei amando a mim mesma. Sem essa de egotrip: eu tinha esquecido, tinha muito tempo, o que é sentir amor próprio. Essa (re)descoberta, por sua vez, me abriu outro portal: para um dimensão onde o equilíbrio de forças permite o desenvolvimento de relacionamentos sadios. Estou apta, finalmente, e não quero nem saber de quem não está apto a mim! Não tenho pressa: estou atenta ao mundo, atenta a tudo. O grande amor não me passará incógnito. Até que o homem certo apareça – e esse trem, vocês sabem, não tem hora certa pra passar –, eu vou me divertindo com os errados. Eu, definitivamente, não nasci pra sofrer.
Resumindo: 2005 foi um dos melhores anos afetivos da minha vida. E não importa que ele tenha começado trôpego, com dois pés esquerdos: se eu chorei ou se eu sofri, o importante (isso sim!) é que emoções eu vivi. Que venha 2006!
quinta-feira, dezembro 29, 2005
O pré-reveillon da tchurma do cronai
Jussara, nossa super paparazza, registrou o brinde inicial ao ano de 2005 que, apesar dos seus percalços, entrou para a história como o ano dos amigos maravilhosos:
Na foto, da esquerda para a direita, Miguel (o sortudo marido da Teresa Amorim), TeAmo, eu e Yas.
Foto: Jussara Razze
Como podem ver, começamos com caipirinha, suco, vinho, água (né, Ju?) e cerveja. Essas misturas resultaram num... bem, continuemos nosso tour!

Dr. George e Dr. Rosana Monteiro

Mais um trio de lindas, como diria Nelsinho: Levina, Mônica L e Ana Clara (a avó da Coruja).

Depois das tantas, a noite virou uma criança formosa, com direito a espetáculo musical de Yas, Levina (uma intérprete calorosa, quase uma baiana perfeita, como podem ver pela foto). A galera acompanhou, ruidosa e alegremente. A Cora desconfia que, doravante, nunca mais gozaremos do mesmo atendimento VIP no Palaphita: a tendência é que sempre arrumem pra gente uma mesinha lá longe, no lounge off-Palaphita, ou atrás do banheiro.

Jussara e Mônica L, durante a troca de presentes. Cada um devia dizer 3 características do amigo oculto, mas eu e a Ju não deixávamos ninguém passar da segunda: a gente simplesmente adivinhava antes, UAHUAHHAHAHAH!
quarta-feira, dezembro 28, 2005
Unpretty
Unpretty (TLC)
I wish I could tie you up in my shoes
Make you feel unpretty too
I was told I was beautiful
But what does that mean to you
Look into the mirror who’s inside there
The one with the long hair
Same old me again today (yeah)
My outsides look cool
My insides are blue
Everytime I think I’m through
It’s because of you
I’ve tried different ways
But it’s all the same
At the end of the dayI have myself to blame
I’m just trippin’
Chorus:
You can buy your hair if it won’t grow
You can fix your nose if he says so
You can buy all the make-up that Mac can make
But if you can’t look inside you
Find out who am I, too
Be in a position to make me feel so damn unpretty
And make you feel unpretty too
Never insecure until I met you
Now I’m in stupidI used to be so cute to me
Just a little bit skinny
Why do I look to all these things
To keep you happy
Maybe get rid of you
And then I’ll get back to me
Os top-ten malas do ano, segundo Xexéo
Este ano, contudo, a boa surpresa ficou por conta dos nono e décimo lugares, numa lúcida demonstração de consciência ecológica dos (e)leitores da coluna: o coronel-bombeiro Marcos Silva (figurinha onipresente nas operações de captura de pingüins e afins) e o Secretário de Defesa dos Animais, Victor Fasano. O brasileiro adora esse lance de meio ambiente, mas de bocó, pelo visto, não tem nada.
"Para fechar a lista temos uma mala que faz anos não aparece: Victor Fasano, o secretário municipal especial de promoção e defesa dos animais. Fasano é aquele que assumiu dizendo que o cargo era apenas um trampolim para o Ministério do Meio Ambiente. E fechou o ano com denúncias de recebimento de verbas inexplicáveis. É a mala ecológica. Quando faz novela — como aconteceu este ano — não chega a ser mala. É só canastra! " (in Coluna do Xexéo, Segundo Caderno, O Globo, 28/12/05)
terça-feira, dezembro 27, 2005
Campanha Coca-Cola
Aplausos para aqueles que aceitam convites para sair mesmo quando estão de pijamas. A VIDA É VOCÊ QUEM FAZ.
segunda-feira, dezembro 26, 2005
Momento Alanis (a musa teen das mulheres de 33)
Eu nunca te abandonaria, Alanis.

You oughta know
(Você Precisa Saber )
Alanis Morissette
Quero que você saiba que estou feliz por vocês
Não desejo nada
que não o melhor para ambos
Uma versão mais velha de mim
Ela é pervertida como eu?
Ela faria sexo oral com você no cinema?
Ela fala eloqüentemente?
E ela teria seu filho?
Tenho certeza que ela seria uma mãe excelente
Porque o amor que você me deu e que construímos
não foi capaz de fazer com que você se abrisse totalmente, não
E toda vez que você fala o nome dela
Será que ela sabe que você dizia que me teria
Até você morrer, até morrer
Mas você ainda está vivo!
Refrão:
E estou aqui para lembrá-lo
Da bagunça que você deixou quando foi embora
Não é justo me negar
A cruz que eu carrego e que você me deu
Você, você, você precisa saber
Você parece muito bem, tudo parece estar em paz
Eu não estou tão bem assim, achei que você deveria saber
Você se esqueceu de mim, Sr. Duas Caras?
Detesto incomodá-lo durante o jantar
Foi como um tapa na cara, o quão rápido fui substituída
Você fica pensando em mim enquanto
transa com ela?
Porque a piada que você jogou na cama era eu
E eu não vou desaparecer
Assim que você fechar seus olhos, e você sabe disso
E toda vez que eu arranhar as costas de outro cara
Espero que você sinta a dor...
Bem, você está sentindo isto agora?
domingo, dezembro 25, 2005
sábado, dezembro 24, 2005
É guerra, é? Então toma!

Foi só eu mandar minha foto com o Papai Noel que meu amigo Pedro Mills replicou na mesma hora com um Papai Noel realmente barrigudo, comme il fault. Deixe estar, jacaré... Meu bom veinho não tem uma barba assim, tão farta, mas também terá uma pança digna das ceias de Natal. Teremos guerra de travesseiro aqui em casa hoje!
Natal na Bahia?
Ana, Matilda e Márcia,
Feliz Natal, Joyeux Noel, Merry Christmas, Feliz Navidad, Fröhliche Weihnachten, Buon Natale

No duro, a fantasia que a gente cria pro Natal não importa: aniversário de Cristo, dia de visita do bom velhinho (um cara excêntrico que habita terras geladas e põe as renas pra voar), dia de trocar presentes, dia de gostar de toda a família (sem exceção, porque é Natal), dia de comer aquela comida que a mãe só prepara uma vez por ano (e só prepara uma vez por ano pra gente querer mais!), dia de perdoar aqueles que nos tenham ofendido... Não importa o motivo. Natal é bom pra cacete. Poderia ser melhor se a avó matriarca não tivesse morrido, se a irmã caçula não estivesse em Nova York, se os peludos pudessem participar e muitos outros "ses". Mas a gente brinda a isso, chora um pouquinho por isso, alguém lembra de tocar uma música alegre, entra mais uma travessa de rabanada, e a festa continua.
Hoje na minha casa, receberemos a visita de um Papai Noel de carne e osso. Um colega meu da Prefeitura cedeu aos meus apelos pra que ele se vestisse de bom velhinho e viesse aqui para impressionar o Peu Guto, meu sobrinho. Na verdade, o Léo impressiona como um cara de 26 anos, sarado e de 1,93m. Depois de visitar todos os colegas do trabalho vestido a caráter, percebi que lhe falta uma barriga. Nada que uma boa travessa de rabanadas ou um bom travesseiro não resolva.
sexta-feira, dezembro 23, 2005
quinta-feira, dezembro 22, 2005
Check list urgentíssimo de Natal
Quero ver Vanessa dar sua risada.

Não vou rir dos outros, muito embora algumas pessoas praticamente clamem de joelhos por isso. Quero rir com os outros. O riso é a energia boa que movimenta o planeta.
Hoje tem o tradicional Natal da GDB, a galera do bem, um grupo de amigos talentosos que há 17 anos me faz rir. Pulei da cama dando risada. Estou curada, estou curada! O riso me livrou de todos os baixos espíritos. Viva o espírito natalino, viva o verão, viva o Tom Taborda, viva o especial de Natal do Rei Roberto (que ninguém assiste, mas incrivelmente é sempre recorde de audiência), viva o joie de vivre!
quarta-feira, dezembro 21, 2005
Se ela dança, eu danço.

Não é euforia, hipomania, tampouco efeito desejado de medicação psicotrópica. Tive minhas dúvidas, fiquei insegura, mas concluí que estou numa boa. Mesmo. Como todos os seres imperfeitos que habitam a superfície terrestre, tenho meus bons e maus momentos, mesmo fora da crise. A gente sabe que está bem quando tudo que é ruim some rapidamente no ar -- tal qual um punzinho efêmero que algum gordinho maldito deixou no elevador exclusivamente pra você. Seguindo esta metáfora, respirar pum dos outros é altamente irritante: dá muita raiva; mas a ira passa quase que instantaneamente quando se chega ao andar desejado. A porta do elevador se abre, a atmosfera se renova e a vida segue em frente, linda e perfumada. Quem está de bem com a vida não passa o dia sofrendo por um flato pestilento liberado por outrem no elevador.
Pois bem. Estar bem também é dançar conforme a música. Não quero virar a rainha da metáfora, mas acho super relevante falar nisso porque eu acredito piamente que a adaptabilidade é o xis da questão do bem-estar emocional. Há de se criar um espaço cativo pro plano B ou C, já que o A nem sempre acontece. No meu caso, par-perfeitamente falando, eu ampliei meu universo até o plano J, mas... numa boa... o plano A, que sou eu comigo mesma, sempre me pareceu a melhor opção desde o início. Estou adorando gostar de mim. Sem essa de ego trip. Eu dependo de mim para absolutamente tudo na vida: pra beber água quando estou com sede, pra comer quando estou com fome, pra pisar no chão e fazer minhas pernas se mexerem quando preciso me deslocar, and so on. Então, pra quem nunca teve problemas de auto-estima na vida (duvido!), pode até parecer bastante ridículo o que eu vou dizer, mas eu não vejo mais o menor sentido nisso de colocar outras pessoas na minha frente. Se outras pessoas não vão verter água na minha goela quando eu tiver sede, então, sorry: entrem na fila atrás de mim. Talvez eu faça uma exceção pra minha mãe e meu pai, que drenariam água das próprias veias pra me manter hidratadinha; e meu sobrinho, que afinal tem 3 anos e responsabilidade com porra nenhuma na vida.
Minha melhor amiga, alma gêmea e a mulher mais elegante que eu conheço, pessoa acima de qualquer suspeita, me mandou por e-mail a música linkada no título deste post. Sem brincadeira: amei tanto, que estou ouvindo a mesma faixa, nonstop, há exatos 180 minutos. A letra não diz absolutamente nada, e eu sempre fico impressionada com pessoas que usam palavras pra expressar porra nenhuma (acho isso um verdadeiro fenômeno Yolhesman Crisbelles). "Se ela danço, eu danço" é uma pérola dançante dum tal MC Leozinho e, resumindo quase nada, a letra diz que "se ela dança, eu danço". É o reforço da minha tese de auto-estima, por isso eu gostei tanto do funkão. A mulher de 33 só pode dançar se for pra soltar suas feras. Quem quiser tirar a mulher de 33 pra dançar, tem de dançar conforme a música que ela canta.
Se ela dança eu dançoSe ela dança eu danço
Se ela dança eu danço
falei com DJ
Se ela dança eu danço
Se ela dança eu danço
Se ela dança eu danço
falei com DJ
pra fazer diferente botar chapa quente pra gente dançar
Me diz quem é a menina que dança e fascina,
que alucina querendo beijar
Se ela dança eu danço
balancei no balanço nesse doce encanto que me faz cantar
que é quando eu te vejo,deperta o desejo,
eu lembro do seu beijo e não paro de sonhar
Ela só pensa em beijar,beijar,beijar,beijar
E vem comigo dançar,dançar,dançar,dançar
Vem viver esse sonho,
eu te proponho até suponho vai se apaixonar
por essa alegria que contagia
A melodia que te faz dançar
Eu viajei no teu corpo
descobri o teu gosto
deslizei no seu rosto só pra te beijar
me dê uma chance quem sabe esse lance
vai virar um romance a gente vai namorar
domingo, dezembro 18, 2005
Interrompendo a garotinha.

- But good girls to to heaven and bad girls go anywhere! Cadê meu direito de ir e vir?
Como dizia o poeta(Vinicius e Toquinho)
Quem já passou por esta vida e não viveu,
pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá pra quem se deu,
pra quem amou, pra quem
chorou, pra quem sofreu
Quem nunca curtiu uma paixão, nunca vai ter nada, não
Não há mal pior do que a descrença,
mesmo o amor que não compensa, é melhor que a solidão
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair,
pra que somar se a gente pode dividir
Eu francamente já não quero nem saber,
de quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão
Quem nunca curtiu uma paixão, nunca vai ter nada, não ...
A mulher de 33 e o fim da bateria.
Boa noite, Paul.
Boa noite, Maryanne.
Boa noite, meus poetinhas de plantão. A benção que eu vou partir, eu vou ter que dizer adeus. Saravá! Saravzzzzzz...
sábado, dezembro 17, 2005
A mulher de 33 repensa essa onda de folia.
peças de teatro: 03
cinema: 02
micareta: 01
celulares furtados: 01
episódios preocupantes de amnésia: 02
barzinho com até 2 amigos: 01
confraternizações etílicas de fim de ano (ou seja, barzinho com mais de 05 amigos): 03
novas amizades do peito (ou seja, amizades etílicas): 03, talvez 04 (não me lembro bem...)
caronas inusitadas concedidas mediante compaixão etílica ou mera azaração: 02
novas paixões: 02
paixões esquecidas: 02
paixões revividas: 01
sorteio de amigo oculto: 02
reuniões extraordinárias para esporro porque alguém no trabalho se excedeu na farra: 02
horas dormidas: 5+5+4+3+3+4+4 = 28h
déficit de horas (não) dormidas: (8 x 7) - 28 = 28h
sensação de que fiz alguma merda grave: 01
seqüelas físicas: disfonia, fadiga, enxaqueca, desidratação
seqüelas sociais: histeria materna, 02 novos convites para festas, inaguração de uma irmandade (SINGLE BUT NOT NECESSARILY AVAILABLE)
seqüelas financeiras: 06 prestações de 91 reais (e nenhuma micareta até eu terminar de pagar o novo V555)
seqüelas emocionais: Me sinto bem mais feliz agora.
Conclusão: VAMOS EM FRENTE QUE ATRÁS VEM GENTE!
sexta-feira, dezembro 16, 2005
La donna é mobile

Não vou mais passar o reveillonza em Salvador por motivos de força maior. O bem, contudo, sempre prevalece sobre o mal. E sobre o mau astral (pepita, everything is gonna be alright.) Estou felizinha da silva com a idéia de ver o melhor ano de toda a minha vida nascer na terra imortalizada em versos lindos por meu poeta. Minha alma canta, gente! Nem saí do Rio e já estava morrendo de saudade daqui. Ser carioca é ser nostálgico; é gostar de samba, de sol, de céu, de mar e de um tempo que não volta mais. Do tempo em que a garota de ipanema caminhava, num doce balanço, a caminho do mar. E sem medo de arrastão. Eu quero tudo com esta cidade. Eu quero me casar com o posto 9. Quero núpcias na pedra do arpex, ao pôr-do-sol aplaudido. Eu amo o verão, viva o verão! Quero minha bike de volta!!! O moço da bike disse que só pode pintá-la de pink se fizer sol no domingo, então, neste quinto domingo ocioso de espera, vou fazer todas as mandingas pra Santa Clarinha para que tenhamos um domingo de sol e pintura.
terça-feira, dezembro 13, 2005
Que falta você me faz!

Ouvi Vinicius (e sua tchurma) o dia todo. Passei o dia a caminhar a esmo, em total estado de ausência, sentindo o molejo de amor machucado de meus quadris. Meu dia hoje foi pura trilha sonora, como aquele filme "Un homme et une femme": a música no cerne de tudo e eventos meramente pretextuais.
Antes do documentário "Vinicius", passou um trailer do filme sobre a Bethânia; nele, ela fala sobre perfume. Lembrei do cheiro dela no dia em que a beijei no camarim do Canecão: uma mulher inesquecivelmente cheirosa e linda. E que fala do Poetinha, em "Vinicius", com um amor absurdo. Acho que todas as pessoas lindas gostam de Vinicius de Moraes. E sentem falta dele, mesmo sem tê-lo conhecido. A mulher de 33 tem que ter alguma coisa de triste, alguma coisa que sente saudade.
Apaixonada demais pra ir pro trabalho.

Não sei se vou conseguir me recuperar deste novo surto de paixão. Como eu vou poder um dia, meu Deus, amar um homem, um homem sequer, se antes de todos eles existiu Vinicius de Moraes? Como meu amor poderá ser sincero se, na verdade, o único dono que meu coração já teve foi o autor de "Minha namorada"? Só sei que eu vou sofrer a eterna desventura de viver a esperança de encontrar meu poeta noutra vida. Isto se ele não tiver novamente reencarnado, como era seu desejo, "com um pau um pouquinho maior". Talvez a solução para mim seja a imortalidade. Preciso estar por aqui quando ele voltar. Preciso de uma obra completa impressa, senão não poderei nunca mais sair de casa: estou escrava dos versos dele no www.viniciusdemoraes.com.br. Estou doente de amor. (como o amor faz bem à pele!)