Refazenda
Este é o meu quartinho de bagunça. Da embalagem vazia de Chokito ao último livro do Saramago que eu não terminei de ler, você encontrará aqui de tudo um pouco.
Enfim descobri o motivo da minha rouquidão: nódulo nas cordas vocais. Tô triste.
"No futuro, as pessoas reavaliarão seu enfoque romântico: o “pra sempre” perderá a importância. Mais valerá uma relação curta e intensa, sem válvulas de escape, do que uma eterna, porém propensa a frustrações. As crianças serão educadas para amores provisórios, e não definitivos. Os filhos saberão desde cedo que o pai e a mãe provavelmente constituirão mais de uma família, com possibilidade de novos irmãos. Como já vem ocorrendo, nenhuma novidade até aqui. O problema é que esta fórmula ainda gera muito sofrimento, porque continuamos sendo educados para o “pra sempre” e cultivando uma culpa infinita, todos: tanto aqueles que se resignam como aqueles que se rebelam."
(Revista O Globo, 29/01/06)
Comentário histérico de uma mulher de 33 essencialmente monogâmica: ESTOU DEFASADA!!! PRECISO ME ADAPTAR URGENTEMENTE, SENÃO EU NÃO VOU CASAR NUNCA!!! (mas pensando bem, se você não pode vencê-l0s, junte-se a eles...)
"Eu jamais poderia casar com você. Fatalmente eu iria sofrer tanta dor pra no fim te perder."
Agora o Ilton mora em Salvador, a Sam em Nova York... eu, aqui, largada, no Rio... sem ninguém pra implicar, pra contar pra mamãe... pra fazer cafuné na orelha e dormir abraçada... ninguém pra pentear o meu cabelo... nem pra dizer que vai dar porrada nos caras que me trocam por outra... nenhuma irmã pra me tocar violão fazendo uma acorde por hora e dizendo "peraí, tá louca, peraí!"...
Eu amo os meus irmãos, mas é pela minha irmãzinha Sam que meu coração bate mais acelerado. Afinal, ela é a caçula, e os caçulas sempre fazem mais merda que os mais filhos velhos e os sanduíches. Sam, eu te amo. Deixa de ser mala e me manda fotos!
"Sister, you been on my mind
Oh, sister
We're two of a kind
Soul sister I'm keeping my eyes on you
I betcha you think I don't know nothing
But singing the blues
Oh, sister
Have I gotta news for you
I'm something
And I guess you know that you're something too"(Miss Cellie's Blues - The Color Purple)
Aula de Forró I no Carlinhos de Jesus.
Fiz uma aula sample com o Paulo César e adorei. É o único lugar no planeta Terra onde há mais homens que mulheres e eles, ainda por cima, nos chamam de *damas*.
Pela Ciclovia
Leila Pinheiro
Composição: Marcos Valle - Jorge VerciloOuça em: http://radio.terra.com.br/busca/musicas.php?musica=Pela%20Ciclovia
Tarde cinza é não te ver
Oceano, te olhar
Sudoeste quer dizer
Chuva de vento no mar
Onde anda o meu viver
Quero vê-lo voltar
De mãos dadas com você
Na beirinha do mar
Só ele sabe
A natureza espontânea e saudável do seu gostar
Me tirou pra dançar com a própria vida
O que pode fazer esse conviver
Toma e opera milagres
Sem mais, transforma
O deserto em oásis
Por vezes até parece miragem olhar você
Tarde cinza é não te ver...
Só ele sabe
Ah, não te ver na praia me desnorteia
Essa orla tão clara toda essa areia
Parece um saara a me castigar
Ah, essa mente aérea recria o mar
Escorrendo em sua pele
A onda quebra, meu sonho se fere
E me faz voltar
Vai amanhecendo pela ciclovia
Ver você correndo, a vida se irradia
O leme, o lido, a barra, o sábado inteiro
O sol estende o seu tapete-luz só pra você passar
Mítica manhã dos pescadores
Salva-vidas, futevôlei
A bola pega alguém lá no tai chi chuan
É como um balé à beira-mar
Olha a bandeira do quiosque é um arco-íris
Última caipirinha de tangerina na madrugada do Palaphita. Permissões que só um carro...
How insensitive
Imust have seemed
When she told me that she loved me
How unmoved and cold
I must have seemed
When she told me so sincerely
Why she must have asked
Did I just turn and stare in icy silence
What was I to say
What can you say
When a love affair is over
Now she's gone away
And I'm alone
With a memory of her last look
Vague and drawn and sad
I see it still
All her heartbreak in that last look
How she must have asked
Could I just turn and stare in icy silence
What was I to do
What can one do
When a love affair is over
A Sua
Marisa Monte
Eu só quero que você saiba
Que estou pensando em você
Agora e sempre mais
Eu só quero que você ouça
A canção que eu fiz pra dizer
Que eu te adoro cada vez mais
E que eu te quero sempre em paz
Tô com sintomas de saudade
Tô pensando em você
E como eu te quero tanto bem
Aonde for não quero dor
Eu tomo conta de você
Mas, te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem
Eu só quero que você caiba
No meu colo
Porque eu te adoro cada vez mais
Eu só quero que você siga
Para onde quiser
Que eu não vou ficar muito atrás
Tô com sintomas de saudade
Tô pensando em você
E como eu te quero tanto bem
Aonde for não quero dor
Eu tomo conta de você
Mas, te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem
Eu só quero que você saiba
Que estou pensando em você
Mas, te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem
E que eu te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem
Pois bem: minha bicicleta ficou na oficina, sabe-se lá suja do quê e armazenada sabe-se lá em que muquifo, por dois meses! Passou o Natal fora de casa! E o reveillon! A desculpa é que a pintura só poderia ser feita num domingo de sol, e depois do segundo domingo de sol sem o serviço pronto, eu tive de fazer a louca e usar a palavra PROCON pra que esses sequestradores me devolvessem a magrela.
E ela chegou, toda-toda:
Hoje eu vou pegar a magrela e dar umas voltas por aí. E a vida segue cor-de-rosa.
Não há nada que uma boa brisa do mar no rosto não atenue.
"Mulheres são chatas e homens são bobos."
A Ibeas, melhor academia do Rio (porque é a minha) vai virar Argh!Body Tech. Só descendo o Krav Magá nesse mafioso do Accy!
Letra e Música: Moska
Vamos começar
Colocando um ponto final
Pelo menos já é um sinal
De que tudo na vida tem fim
Vamos acordar
Hoje tem um sol diferente no céu
Gargalhando no seu carrossel
Gritando nada é tão triste assim
É tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos
Vamos celebrar
Nossa própria maneira de ser
Essa luz que acabou de nascer
Quando aquela de trás apagou
E vamos terminar
Inventando uma nova canção
Nem que seja uma outra versão
Pra tentar entender que acabou
Mas é tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos
Por Onde Andei
Nando Reis
Desculpe estou um pouco atrasado
Mas espero que ainda dê tempo
De dizer que andei errado e eu entendo
As suas queixas tão justificáveis
E a falta que eu fiz nessa semana
Coisas que pareceriam óbvias até pr'uma criança
Por onde andei enquanto você me procurava
Será que eu sei que você é mesmo tudo aquilo que me faltava
Amor eu sinto a sua falta
E a falta é a morte da esperança
Como um dia que roubaram seu carro
Deixou uma lembrança
Que a vida é mesmo coisa muito frágil
Uma bobagem uma irrelevância
Diante da eternidade do amor de quem se ama
Por onde andei enquanto você me procurava
E o que eu te dei foi muito pouco ou quase nada
E o que eu deixei algumas roupas penduradas
Será que eu sei que você é mesmo tudo aquilo que me faltava
A hora íntima
Vinicius de Moraes
Quem pagará o enterro e as flores
Se eu me morrer de amores?
Quem, dentre amigos, tão amigo
Para estar no caixão comigo?
Quem, em meio ao funeral
Dirá de mim: – Nunca fez mal...
Quem, bêbedo, chorará em voz alta
De não me ter trazido nada?
Quem virá despetalar pétalas
No meu túmulo de poeta?
Quem jogará timidamente
Na terra um grão de semente?
Quem elevará o olhar covarde
Até a estrela da tarde?
Quem me dirá palavras mágicas
Capazes de empalidecer o mármore?
Quem, oculta em véus escuros
Se crucificará nos muros?
Quem, macerada de desgosto
Sorrirá: – Rei morto, rei posto...
Quantas, debruçadas sobre o báratro
Sentirão as dores do parto?
Qual a que, branca de receio
Tocará o botão do seio?
Quem, louca, se jogará de bruços
A soluçar tantos soluços
Que há de despertar receios?
Quantos, os maxilares contraídos
O sangue a pulsar nas cicatrizes
Dirão: – Foi um doido amigo...
Quem, criança, olhando a terra
Ao ver movimentar-se um verme
Observará um ar de critério?
Quem, em circunstância oficial
Há de propor meu pedestal?
Quais os que, vindos da montanha
Terão circunspecção tamanha
Que eu hei de rir branco de cal?
Qual a que, o rosto sulcado de vento
Lançará um punhado de sal
Na minha cova de cimento?
Quem cantará canções de amigo
No dia do meu funeral?
Qual a que não estará presente
Por motivo circunstancial?
Quem cravará no seio duro
Uma lâmina enferrujada?
Quem, em seu verbo inconsútil
Há de orar: – Deus o tenha em sua guarda.
Qual o amigo que a sós consigo
Pensará: – Não há de ser nada...
Quem será a estranha figura
A um tronco de árvore encostada
Com um olhar frio e um ar de dúvida?
Quem se abraçará comigo
Que terá de ser arrancada?
Quem vai pagar o enterro e as flores
Se eu me morrer de amores?
A vista da minha janela às 6 da manhã parece o "Trem das cores" do Caetano. Tem dias em que eu choro de alegria pelo simples fato de ter olhos funcionais.
Descobri ontem que não é a intoxicação que tem deixado minha voz patologicamente rouca: são as amígdalas cronicamente inflamadas (além de uma esofagite). Ontem meu doutor da voz, o Bam-bam-bam do Bairro Peixoto Marcos Sarvat, bateu o martelo: as amígdalas saem!
Como fazer: enfie tudo isso mais ou menos picado numa panela com água até amolecer a cenoura e voi lá: se vira pra comer. Não vale botar sal!
Tem zero caloria, mas é uma merda. Não recomendo pra ninguém.
Estou animadíssima pra começar meu programa na segunda. Hoje não rolou porque meu pai fritou um peixe... minha mãe abriu um vinho espanhol pra acompanhar... e a gente encontrou a torta de chocolate do Natal que algum esperto guardou no freezer. Mas daqui a duas segundas, serei uma nova mulher: linda, magra, limpa e desintoxicada!
Radija e seu olhar "não-sei-o-que-é-mas-eu-quero-dois".
Povo Brasileiro interpretando seu melhor olhar "E-lá-se-vai-o-velho-lastro-ouro".
Dois olhares na mesma foto: Meu pai ostenta o já extinto "pegue-quanto-você-quiser-na-minha-carteira" (bons tempos...); minha mãe exibe o clássico "eu-amo-meu-marido-mas-um-bom-vinho-é-tudo-num-casamento-feliz".